EPISÓDIO 10
Segunda, terça, quarta, quinta, sexta, sábado, domingo….tudo isso x 4= dias e dias, noites e noites em casa, sem ir para a balada, nem nada, só trabalho. Eu era fossa total! Causei até mesmo espanto na minha família, a ponto da minha pequena irmã chegar com um comentário como se estivesse vendo a cena mais inédita em sua vida, ou tivesse ganhado na loteria, ou seja, como se tivesse visto a personificação do Impossível, ali, bem na frente dela.
-“Sábado à noite, você, você, justo você, aqui em casa, deitada!?”- comentou ela na porta do meu quarto, de oculinhos na testa, com um livro do Marcel Proust nas mãos, exibindo um semblante de susto a lá Bruxas de Blair.
Detalhe: a cena era de se espantar mesmo, pois eu, uma baladeira assumida, estava quebrando o Código Principal dos baladeiros de plantão: estava em casa, sábado à noite! Pude vislumbrar, neste instante, eu, em um tribunal de júri, sendo julgava por uma bancada inteira formada por freqüentadores viciados pelo cenário boêmio.
-“Falemos agora, a sentença!”- falou o juiz.
-“Declaro a ré culpada!”- clamou o coro vindo do corpo dos jurados.
-“Não! Me perdoem. Juro não mais quebrar o código. Mas, não teve jeito!”
-“Culpada! Culpada! Culpada!”- esbravejou a bancada, atirando-me litros e litros de vodka e tequila vencidas como penitência.
Tempo!
Idéia inexata!…
E novamente, segunda, terça, quarta, quinta….Sim! Iria começar o final de semana cedo, logo na quinta…Porque não? Costumo sair às sextas e sábados, mas a quinta me soou inspiradora. Acordar cedo para o trabalho no dia seguinte? Teria, mas não morreria disso. By the way- à propósito, ninguém chegou a morrer de sono, literalmente falando.
Balada! Balada! Balada! Sim, iria voltar ao ritmo flash back. O ritmo-groove anos 80 em meu corpo começou a ferver. Fim ao cobertor, ao pijama usado em tempo integral no fim de semana, às taças de vinho chorosas e aos DVDs de filmes de terror. Sim! A quinta veio com tudo, e a produção prometida dias atrás também. As luzes foram feitas pela manhã(detalhe: folguei do trampo neste dia), e as roupas, compradas no shopping à tarde. Peso? O mesmo? Sim e não, aliás, engordei um pouco. Comi muito chocolate deitada na cama, lembrando do Marc..Macabro. Semanas atrás, em um ataque de fúria, me livrei dos bombons, mas os comprei dia seguinte.
(risos sarcásticos)
Mas, calma, leitor, foram só três quilos, nada que me transformasse em um elefante ou em uma baleia assassina. A calça preta(peguei ela de volta pois minha pança não cabia em outra coisa, e nem nesta deu) não fechou o zíper, mas felizmente, à tarde, eu havia comprado um vestido soltinho, tipo-preto-básico, e assim, eu não iria pelada para a balada. Ora bolas!
O peso estava na balança, e meu Ego me fitava, só com aquele centímetro em mãos. Entretanto, os cabelos eram novos, a roupa, e principalmente, meu interior. Balada! Balada! Balada!
Ansiava ainda para exibir meu novo visual. E caro, leitor, cumpri 70% das minhas promessas em me repaginar, começar do zero, nascer de novo. Nascer de novo? Exagerado não? Não…de forma alguma, pois eu tinha me apaixonado demasiadamente por aquele cara-de-balada, e quando nos apaixonamos, pertencemos a outro mundo. E quando voltamos ao nosso cenário-de-sempre, o retorno é doloroso, porém empolgante, como uma água gelada ingerida ao final de uma maratona. Os primeiros instantes são de negação. Óbvio, tipo super básico! Inventamos qualquer história no intuito de nos afastarmos da real, desde que o cara não ligou porque foi atropelado por um caminhão ou até mesmo a aceitação-ridícula da clássica frase do término-disfarçado:
-“Olha, linda, eu te acho o máximo. Mas, eu estou me envolvendo demais, e por isso, acho melhor pararmos por aqui. Você merece algo melhor do que eu!”- dizem, eles.
Tradução:
-“Olha, gostosa-que-enjoei, eu não te acho tão máximo assim. Eu enjoei de você, e por isso, acho melhor eu procurar outra. Você não me merece. Eu mereço outra e quero coisa melhor do que você!”
Refletindo, caro leitor, ainda lançarei um projeto do dicionário-on-line-verdade. Ficaria rica, deveras famozérrima. Não me refiro ao on line da internet, com a explosão MSN, item que todo mundo tem hoje em dia. Mas, sim, o on line da vida, em tempo real, em que tal dicionário e suas revelações nos livrassem dos micos em geral.
Fato que não tive, no caso do Márcio…Mar..macabro.
Continuando….
Os dias se passaram, e enfim, o temperamento pérfido da negação se foi. Enfim, finalmente, e todos os adjetivos ligados ao término de um capítulo! E com essa etapa superada, caro leitor, ficamos livres da tentação-ligação. Do tipo, “…preciso ligar para ele, ele deve estar com saudades de mim!”…. Esquece! Se o cara não te ligou até agora, e foi ele que terminou, é melhor você cortar o fio do telefone com uma tesoura a ficar esperando o aparelho gritar, te fazendo até tropeçar no tapete em razão da imensa ansiedade em atender o telefone. Ou ainda: “…preciso pegar algumas coisas que deixei com ele, como minha escova de dente e meu fio dental. Por isso, vou ligar!” By the way, por R$ 1,99, você consegue escova de dente e fio dental em qualquer canto que exista e permita farmácias e drogarias em suas ruas. Pára! Por acaso tua escova e fio são feitos de ouro, que a impedem de comprar outros na farmácia da esquina? Hum, a fábrica de tais itens não fechou, não vai fechar e nunca fechará.
Esquece um! Esquece dois! Esquece três!
Os dias correram, e não liguei para o dito cujo. Término? Sim, havia ocorrido. Hum…deveras NÃO! Ele não havia terminado comigo, pois nem tínhamos começado nada, nunca, somente uma repetitiva seção de ficadas na balada, somadas a doses de sexo e a clássica frase “...ainda não estou pronto para um compromisso, mais eu te adoro…!” Ou seja, ele, ao dizer a frase, terminava comigo todo o dia. Só que desta vez, preferi ouvir uma última vez e pronto.
Reiventar-me! Voltar pra balada, com tudo! Nossa, sentia-me muito na “pegada”, do tipo: “…tô que tô hoje!”….Nunca havia tanto gostado da sensação de ir pra balada. Iria começar tudo de novo, dançando, e dançando muito, coisa que A-M-O fazer.
Telefonar? Ele? Sim, telefonou algumas vezes em um mês longo de depressão. Mas, fui forte como uma rocha, não atendi. Detalhe: apaguei seu telefone da agenda, mas a bina apontou um número, e é óbvio, tipo básico, que tal número 666 do Marc..Macabro estava impresso em meu cérebro, como um jornal à venda na banca da avenida. Sim, caro leitor, fui forte feito um pedaço de madeira, daqueles bem duro e inquebrável. Para que eu atenderia?Aí, eu cairia na tentação, o encontraria, ficaríamos e tudo mais, e novamente aquele ciclo diabólico beijar-transar-não-quero-nada-sério-enrolação continuaria, firme e forte. Não! Foi preciso um basta, e assim, consegui…Ser sua boneca novamente, Marc…NUNCA! Vá brincar de playmobil com seus amiguinhos frouxos. Paga uma prostituta, e aí, você nem vai precisar dessa tua lábia patética. Não serei mais sua boneca!
Bingo!
Faria dos homens, os meus bonecos!
Tradução:
Agatha: a boa com vontades de má…Hum!Melhor: a má com vontades de má e realizações de má. Sim! Homem atual: TODOS, absolutamente todos! Personalidade? Selvagem, como de uma leoa à caça. Baladas: TODAS….. Drinks: TODOS…..TEQUILAS: TODAS…E me mande uma agora mesmo, pois quero começar o esquenta.
……
Idéia clara!
Uma nova Agatha!
Continuando….
As garotas-mulheres-bonecas já me esperavam na porta. Faziam um esquenta na pracinha. E eu, já levava uma garrafa de tequila. Sim, tomaria a garrafa toda e a Tequila marcaria meu grande retorno. A bebiba, super forte, não era uma das minhas preferidas, mas quando queríamos botar-pra-quebrar logo de cara, era a tequila a nossa anfitriã, a nossa hostess.
Tequilas, tequilas, tequilas, tequilas!
Claro, tínhamos que tomar umas antes de entrar, sempre….E no aquecimento, todas estavam muito ansiosas para o meu grande RETORNO ao mundo-dionísíaco-baládico. Afinal, 30 dias sem balada para quem é baladeiro é essencialmente uma quebra do Código, o rompimento da veia do coração, a falta de comida no mundo ou o esvaziamento do Oceano Atlântico. Era como um evento, um Carnaval fora de época ou um Natal no meio do ano. E eu, de vestido, de luzes no cabelo e muita maquiagem e decote(comecei a usar mais decote agora), entrei no carro, toda perfumada, toda empolgada.
-“Hoje, eu vou beijaaaarrr muitoooooo!”- gritei para mim mesma, em voz alta, sorrindo, no carro, ao som do clássico anos 80.
Been working so hard
I’m punching my card
8 hours for what?
Oh tell me what have I got
I got this feeling
That time’s just holding me down
I’ll hit the ceiling or else I’ll tear up this town
CHORUS:
Now I gotta cut loose, footloose
Kick off your Sunday shoes
Please Louise hold me off of my knees
Jack, get back
Come on before we crack
Lose your blues everybody cut footloose
Everybody cut, everybody cut
Everybody cut, everybody cut
Everybody, everybody cut footloose
Tempo!
Gritei, cantei e dancei, ao mesmo que dirigia. Sim, sentia-me feliz a entusiasta a qualquer assunto relacionado à VIDA. Era bom ouvir o melhor som do mundo, era bom ter amigas, era bom ir para a balada, era bom cantar e era boa a promessa de que a noite- o meu super retorno, seria algo absolutamente incrível. Trinta anos? Sim, claro? E naquela noite, beijar, mexer e beber era pouco! Eu queria o Mundo e tudo mais! Fim ao cemitério-macabro!
-“Oi, bonecas lindas!”- cheguei, rebolando, ao encontro delas.
As três fizeram caras de aparição…as três, as mais lindas bonecas da noite: Cristina, Vanessa e Flavinha.
-“Nossa, que saudades amiga!”- falou a Vanessa, me abraçando.
-“Isso, você voltou para a nossa morada. Estávamos doidas sem você nestes quatro últimos fins de semana!”- comentou a Flavinha, me dando um beijo.
-“Nem quero saber mais disso, hein? Hoje, você vai aproveitar essa balada horrores!”- naquele agora, a Cris.
-“Ai, gente, nem acredito que fiquei sem sair tanto tempo. Afe…por conta de um macabro….!”- falei, super excitada com a noite estrelada.
O tempo estava ótimo, lindo, e as estrelas noctívagas dançavam ao meu favor.
-“Nossaaa, e você está super sexy, hein!?”- disse a Van, fitando meu decote- “…queria muito ter ido às compras com vocês hoje, mas não deu…mas seu visú ta show. Vai botar pra quebrar, e ainda vai transar!”
Nós três ríamos.
-“É, pode crer! Vou usar e abusar!”
-“Menina, tinha cada roupa linda hoje na loja…e é claro, escolhemos as mais decotadas!”- comentou a Cris.
-“Até eu que não curto roupa muito aberta estou achando você uma delíciaaa!”- disse a Flavinha, tirando um barato-de-boa comigo para levantar a minha auto-estima.
Idéia feliz!
-“Mas, vamos combinar?”- falei, tomando um gole da bebida tequila- dose do esquenta-balada- “Não quero nem ouvir falar do dito cujo!”
-“Claro, hoje o papo macabro nem rola…esquece..hoje é dia de festa!”- Van.
-“Só tenho muito, mas muito medo dele vir hoje aqui…O cara sempre está aqui…mas, bem que os anjos poderiam me dar uma ajudinha de mandar ele pra puta-que-pariu, não?!”
-“Amiga, esquece!”- falou a Van, acendendo um cigarro(ela aproveitava para já fumar, pois a lei do cigarro-não-balada a irritava)- “O cara nem estava aqui semana passada!”
-“É, o idiota não estava. Eu ia te contar, mas como você não perguntou, preferi ficar na minha e não te aborrecer!”
-“É, ou seja, ele também pode não vir hoje!”- Flavinha.
-“Mas, se o cara aparecer, você está muito linda, sexy, ele vai correr atrás e pronto, você bota ele pra correr!”
-“É, boto mesmo….eu pensei em mudar de balada e tal, mas se minhas amigas vêm pra cá, e seu eu amo aqui, nem…não vou mudar minha balada por conta de um idiota que se acha o tal!”- disse, tomando outro gole.
Ao mesmo tempo em que conversávamos, avistamos os irmãos gêmeos caminhando em nossa direção. Marcos e Jean, os gêmeos de 31 anos, fanáticos pela balada groove-anos 80 de toda a noite. Como dito, o Marcos era caso-balada-fixo da sexy Vanessa. Já o Jean, eu já tinha beijado uma vez, mas nunca rolou nada mais que isso. Em uma noite dentre tantas outras, depois daquela bebedeira, eu o beijei por beijar. Só tinha cara-monstro na balada, e ele estava no bar, todo solto, disponível, e cheio de olharzinho para cima de mim. Rolou um amasso, e nada mais!
By the way/à propósito, os gêmeos, nascidos e crescidos na Itália e que vieram ao Brasil na adolescência, integravam o grupo dos estão-sempre-lá na balada. E de tanto nos cruzarmos nas pistas de flash back, nos tornamos conhecidos, a ponto de trocarmos telefones, ou ainda, compartilhar o mesmo esquenta na porta da balada. Eram eles caçadores natos, detendo cada um, uma lista vasta de bonecas. E a Van, era uma delas, claro! Mas, ela não se importava. Na falta de um beijo, que seja tu que pelo menos beija bem. E vamos logo com isso, pois são já duas e meia da madrugada. Não digo que a Van não o tivesse curtido um dia. Sim, fissurou por um tempo, mas no óbvio comportamento-cara-de-balada protagonizado pelo moço que veio ao mundo em forma dupla, minha amiga caiu fora, e passou a usá-lo também como um boneco da noite. Uma brincadinha aqui, outra ali, e depois, volta pra estante e fica lá um tempo.
-“E aí, mulherada, como estamos hoje, hein!?”- falou o Marcos, dando um selinho na Vanessa, já agitado. Era o mais extrovertido dos gêmeos idênticos.
-“Ai, hoje vai lotar isso aqui. Já tem fila, olha!”- comentou a Flavinha, depois de todas nós três trocarmos um beijo de bochecha nos rapazes.
Entramos!As bonecas ao lado dos bonecos!
Fila? Nunca…somos estrelas aqui. Deixe a ralé gastar sola de sapato e ponteiro do relógio à espera do aval das portas. Deixe para os servos, plebeus, tal condição, por que quem é rei ou rainha, está sempre na condição de majestade. E assim éramos! As bonecas! As rainhas! As quatro mais famosas de lá!
Bebida? Já tinha algo no cérebro. O mundo exterior já se mostrava em alto relevo por conta do álcool no sangue. E que colorido, hein? Nossa, tem muito gato na fila…é….
Excitadas? Totalmente, afinal, era noite de festa.
Gelei um tanto na entrada. Sentia medo de encontrar o macabro, afinal, qualquer semblante dele poderia estragar minha noite. No entanto, foi passageiro. Sério mesmo! Passageiro. Naquela noite, de gelo eu só queria era ter muito no copo, mas desde que claro, óbvio, tipo básico, fosse lotado de vodka com morangos. E caso ele estivesse lá, pois também integrava o grupo dos estão-sempre-lá, mandaria a ele uma banana, sinônimo do meu total desdém.
Idéia inexata!
Tempo!
Na entrada, Pet Shop Boys, clássico dos anos 80, nos ensurdeciam para o mundo lá fora. Nada mais existia, a não ser a vontade maior de se conquistar a noite bem-vinda. E de cara, antes da chapelaria, o banheiro era básico. E lá, já estava a Celeste, desta vez, sem a filha, arrumando o cabelo e o decote.
-“Oiii garotas!”- falou, bonitona, de cabelos compridos e vestido justo.
Um luxo de mulher ela estava! Despedida da história do medo da velhice na balada e da necessidade de achar o tal grupo para curtir a noite de sábado no futuro, ou seja, eu, agora desapegada do papo-casamento, vi a Celeste de modo distinto naquela noite. Sim! Que gata aos 49 anos! Vou ficar como ela. Tudo em cima, de bem com a vida, e ainda, pegadora, muito pegadora.
-“Celeste, cadê sua filha?”- perguntou a Vanessa, olhando para o espelho.
-“Neném nem veio, foi dormir na casa do namoradinho!”- respondeu, sorridente, viva, feliz.
-“Ah, ela está namorando?”- indagou a Flavinha.
-“Mais ou menos. É um carinha da faculdade..rolinho da minha menina!”
-“Hum, pelo menos é um cara fora da balada né? Pode dar certo!”
-“É, mas todo o lugar é lugar para você conhecer um cara legal!”- falou a Flavinha, uma das lendas, novamente, exaltando sua história de conhecer e namorar sério um cara de balada.
-“Ai, nem me venha com essa!”- eu disse, irritada-light, ou seja, furiosa mas ao mesmo que amigável.
-“Sério gente, aqui ou lá fora é lugar para conhecer gente. E nem tem muita diferença acho. Todos agem da mesma forma!”- falou a Cris.
-“Nem, sei, só sei que estou fora de homem de balada. Depois do macabro, quero mais que estes caras se explodam. Sério, da balada, nunca mais vou levar alguém a sério!”
-“Linda, esquece, curte a noite. Beija muito porque a vida passa, a vida é curta!”- Celeste.
Claro, tipo básico, óbvio, inevitável. A bonitona-agora-exemplo Celeste tinha soltado uma de suas pérolas, uma de suas marca d´águas.
Tempo!
-“Gente, deixei minha filha com o pai dela hoje. Nossa, brigamos feio. Foi meio chato!”- comentou a Van.
-“O que houve?”- perguntou a Celeste.
-“Muito cara de pau. Ele está namorando e disse que vai viajar com a namorada e ficar um mês fora. E a minha filha?”
-“Meninas, homem é filho da puta mesmo. Nada! É só pra usar!”- falei, super certa, como se eu tivesse descoberto a maior verdade de mundo. Estava eu até o pescoço com essa história de homem e suas jogadinhas.
Um batom a mais, um cabelo, um vestido….ainda no banheiro. Oito minutos haviam corrido.
-“Deus, só tem cara gato hoje nessa fila. Nossa, todo mundo vai se dar muito bem!”- comentou a Flavinha, arrumando a gravatinha.
-“Isso é verdade! Ainda bem, pois nossa, hoje não tem pra ninguém. Só para mim!”- disse.
No bar, cada uma com copo na mão, tequila, ice, vodka e champagne, o brinde foi feito, como um grito de guerra. O crime começou!
Dancei e dancei! Um carinha não parava de me olhar. Mais dança, dança! By the way/ à propósito, ele me olhava desde a entrada. E continua…hum? Seria a minha presa número um?
Dança, dança, e o carinha ao meu lado, no meio da pista, fazendo charminho. E claro, eu correspondia. Marcio? Morto? Deveras não, mas sim, na geladeira. Fiz questão de botá-lo lá. Tomara que congele a ponto de ser seqüestrado por um urso polar! Melhor, fiz questão de colocá-lo na estante(como ele fazia comigo). Deste (agora) boneco, não quero mais nada, e só vou pegar para pisar, distroçar suas perninhas, bracinhos e cabelos. (lembra quando na infância cortávamos os cabelos da Barbie ou desenhávamos de caneta preta em sua cara de plástico?)…..risos sarcásticos….boa idéia para fazer com o macabro.
Tempo! Tempo! Flash back, dança, tempo! O carinha lá, ainda a me fitar.
Bingo!
Curti! Iria beijar!…Ele vinha em minha direção, e eu claro, com olhares de selvagem-fatal.
-“Minhas luzes devem estar fazendo um super efeito quando a luz bate!”- pensei, olhando para o pisca-pisca, ao mesmo que para o novo mocinho, bonitinho, charmosinho, hum…iria beijar.
De chofre, a um metrô do encontro do novo rapaz, fui tocada pelos ombros, de costas.
Virei!
Advinha quem era?
Sim , leitor, o Marcio…Marc…Macabro.
E…
EM BREVE, NOVOS EPISÓDIOS!
Oiii.. em breve…. qdo??
Oi Paola, logo no começo deste mês de outubro ou finalzinho de setembro.
Super beijo!!
opa episodios super dez !!!
naum vejo a hora do novo episodio
bjoOo’
posso fazer duas historias pra vc…
adorei o blog que fez com as historias!
no final vc pode fazer até um livro!
rsrsrs
bjos